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domingo, 12 de dezembro de 2010

 

Filipa e Nuno


Veneza/2004


Filipa tinha apenas 15 anos quando começou a namorar com o Nuno de 23 anos...

O destino fez com que o amor que nutriam pelo Basquetebol fosse o começo de uma bonita relação.
Naquela época a Filipa era apenas uma das muitas raparigas que pertenciam a uma equipa de basquetebol e o Nuno era treinador dessa equipa.
Os treinos eram bastante exaustivos e muitas vezes ela chegava a casa lavrada em lágrimas... depois de um dia de aulas e dos treinos era normal que estivesse cansada mas não ao ponto de chorar por causa disso. Levantou-se na altura a hipótese dela abandonar os treinos mas a sua grande paixão era o basquetebol e nada a demoveu. Passou por um período dificil, emagreceu bastante e os estudos começaram a reflectir esse cansaço.
Hoje ainda recordo o que ela falava daqueles treinos, sobretudo em relação àquele treinador:" Deve pensar que estamos na tropa!!! Algumas das minhas amigas já começam a desistir mas se ele pensa que eu também vou desistir, está muito enganado!!!"


Nuno ................................... Tânia e Filipa



O que é certo é que o facto de ela não ter desistido fez com que começasse a olhar com outros olhos para aquele treinador...Passado algum tempo já não fazia comentários sobre os treinos... Quando lhe perguntava como tinha passado o dia ela respondia sempre que estava tudo bem. E os treinos? "Eu aguento" respondia ela.
Mais tarde confessou que estava a namorar. Quando ela falou com quem namorava... ficámos surpreendidos. Tanto pela maneira como ela via aquele treinador como pela diferença de idades. Como se costuma dizer... O coração tem razões que a própria razão desconhece.
Cinco anos mais tarde , em 2004, estava a subir ao altar da Igreja Matriz de Palmela. O Nuno ainda hoje continua a treinar e a Filipa sempre que pode assiste a alguns dos jogos. Esse casamento já deu dois frutos... A Mariana, em 2005, e o Gonçalo que nasceu este ano no dia 8 de Março...


Mariana/2008 ............................... Mariana/2010





Gonçalo/2010






Pela parte que me toca só devo acrescentar que quando existe amor não existe diferença de idades e nunca devemos questionar os deuses... pois eles sabem o que fazem...

:: * Julio Iglesias * ::
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domingo, dezembro 12, 2010 

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domingo, 16 de maio de 2010

 

Destino



O destino é a sentença lida
mal uma pessoa desembarca
no apeadeiro da vida
Para uns é mel, para outros fel
O destino ninguém o conhece
nem ele a sua missão esquece

Todos temos um destino
não lhe podemos fugir
Ele marca-nos o caminho
por onde temos que seguir

E é ele afinal
que comanda a nossa vida
E de muito pequenino
já temos a sentença lida

O destino é muito forte
não o podemos vencer
Marca-nos a hora da morte
mal acabamos de nascer



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domingo, maio 16, 2010 

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domingo, 25 de abril de 2010

 

25 de Abril...mais uma vez

"Era uma vez um país cinzento onde nada acontecia. Ou melhor, as coisas e as pessoam aconteciam e nasciam, mas logo que acabavam de acontecer e de nascer, a cor era-lhes retirada, tudo passava a ser cinzento como nos noticiários da televisão da época. Até que um dia..."



Muitas vezes a morte troca-nos as voltas e priva-nos de algumas das maiores vozes da música portuguesa e internacional. Falando de Portugal e para quem viveu o 25 de Abril, as vozes dos nossos cantores de intervenção continuarão sempre vivas como suaves e doces memórias dos tempos da Revolução.

No entanto perdeu todo o sentido para quem nasceu depois. É necessário e um dever nosso continuar a ouvir e a recordar estes cantores, não apenas em efemérides, mas procurando corrigir a ausência de uma ponte de ligação à geração que se seguiu ao 25 de Abril, que alguém esqueceu de construir.

Estas vozes continuam votadas ao esquecimento e a situação é bem mais grave que no período salazarista. Agora não é devido à censura mas sim a uma enorme ingratidão manifestada numa amnésia colectiva que precisamos combater.



Cliquem aqui


25 de Abril... Ontem...hoje e Sempre!!!


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domingo, abril 25, 2010 

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sexta-feira, 18 de dezembro de 2009

 

Feliz Natal 2009


A ausência daqueles que amo e daqueles que já partiram continua a ser profundamente sentida, especialmente nesta época do ano. Mesmo estando longe de algumas pessoas que amo é bom saber que estão bem junto das suas famílias, o que suaviza um pouco a saudade que fica em mim.

Com uma pitadinha de nostalgia desejo a todos um Feliz Natal na companhia dos vossos familiares com muita paz e serenidade, muito amor e alegria.



Página de Natal (clicar)



                                                                             




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sexta-feira, dezembro 18, 2009 

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quinta-feira, 12 de novembro de 2009

 

Noel e Leon








Os meus netos, Leon e Noel, fazem hoje dois aninhos!!!

As saudades são muitas e se tudo correr bem, estaremos de novo juntos no próximo Verão.


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quinta-feira, novembro 12, 2009 

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segunda-feira, 2 de novembro de 2009

 

Por um momento apenas...



"...Quero um pedacinho de tempo para poder descansar
esse peso do mundo que estou sentindo em meus ombros ...
Um tempo onde não me perguntem nada, nem me peçam nada,
apenas me permitam o direito de dar vazão ao pranto
que venho engolindo com o café-da-manhã de todos os dias ,
enquanto visto a máscara de
"olhem como sou valente e forte" ...

Quero ser a criança que pode chorar livremente
sob o beneplácito da manhã até que me ponham no colo,
restabelecendo assim, o equilíbrio que necessito para dormir em paz.

Quero ser criança novamente e me esconder no vão da escada
para que todos me procurem e se preocupem comigo,
(ainda que ao me encontrarem, me ponham de castigo pela traquinagem) .

Quero ser adolescente despertando para o primeiro amor ...
Quero ser a pessoa que teme o amanhã,
que se angustia com aquilo que não ousou...
e se amedronta com o que há ainda por realizar ...

Quero me aventurar na busca dos sonhos, sem ter que vê-los pintados com as cores do desânimo,
ou coloridos com as cores do impossível...
e quero poder brincar com meus sonhos como se fossem massinha de modelar ilusões ...
lambuzar neles meus dedos, até decidir quando precisam se desfazer ...

Quero ter companheirismo também nas horas em que tudo
parece ter se perdido, e encontrar apenas um ombro onde possa
repousar meu cansaço, um ombro que seja tão somente silencioso e impregnado de compreensão...

Quero deixar que me invada toda a dor do mundo neste instante,
porque ela é minha, é real e é unica,
e que como tal seja aceite e compreendida ...
mesmo que eu não a aceite e não saiba lidar com ela ...

E quero poder dizer isso desse jeito:
- ESTÁ DOENDO, SIM !...
sem assustar ninguém, causando uma revolução tão grande que
meu mundo pareça ainda mais desabitado .

Daqui a pouco tudo vai parecer
diferente e novo, eu sei.
Vou secar os olhos e vou à luta outra vez
e da dor hei-de ressurgir mais forte ...
Porque sou noventa e nove por cento formação de matéria
que dificilmente se desintegra .

Então, por favor por um momento apenas ...
neste meu pequeno momento mais que humano,
neste meu miserável um por cento de fragilidade,
me deixem ser igual a todo mundo .
e simplesmente chorar .. "





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segunda-feira, novembro 02, 2009 

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segunda-feira, 7 de setembro de 2009

 

Mexericos

Muitas vezes não acontece nada de interessante na vida das pessoas e o mexerico tem um efeito consolador como comer chocolate. A vantagem é que não engorda.

A preocupação com a vida alheia e a prática quotidiana do falar das alegrias e tristezas dos outros pode não ser apenas sinal de inveja ou maldade - poderá ser também uma excelente terapia. É relaxante, não engorda, rejuvenesce e melhora o humor. Concerteza que já repararam no ar de satisfação com que alguém fica depois de ter falado mal de uma outra pessoa. Por outro lado, libertam de culpa e de vergonha todos aqueles que gostam de conhecer detalhes sobre o dia-a-dia das pessoas e, se possível, utilizam ainda esses detalhes para fazerem enredos bastante interessantes. Como diz o ditado popular:"quem conta um conto acrescenta um ponto".

Vamos lá pessoal... libertar o nosso corpo dessas gorduras supérfulas.
Mexericar ajuda a manter a "linha" e o ego agradece.





Mas deixemos a brincadeira de lado e falemos um pouco mais a sério sobre este assunto.
É extremamente difícil assistirmos a uma roda de conversa (sobretudo e na sua grande maioria, entre mulheres) onde predomine o elogio. Elogiar não tem graça e a conversa não fica interessante. Porque será que as pessoas preferem falar mais dos defeitos do que das qualidades?
Quando nos sentimos bem em relação a nós próprios é muito raro falarmos sobre os defeitos alheios... Quanto mais insatisfeitos, maior a tendência para se falar mal. Uma pessoa quando fala mal de outra fica com a falsa sensação de que é melhor. Assiste-se a um momento temporário de superioridade. É uma necessidade dessa pessoa se elevar através do rebaixamento dos outros. As principais causas são a raiva, a inveja, o ciúme, a insegurança, o sentir-se incomodado com as qualidades da pessoa de quem se fala mal, o sentir-se ameaçado na sua vida profissional e afectiva...

Enfim...

O hábito de falar mal dos outros está presente em todas as áreas da sociedade e presente no nosso dia a dia. É infinitamente enorme o número de pessoas que gostam de falar mal e que normalmente temperam as suas “histórias” com pitadas de veneno. Sem pensar duas vezes, a moral dos outros é colocada em causa, pela maldade dessas pessoas de plantão, que se julgam juizes. Em 90% dos casos, as pessoas que falam mal das outras, são absolutamente infelizes, afinal, alguém que tem como sua maior preocupação a vida alheia, além de não ter o que fazer deve realmente ser muito infeliz.

Devemos nos lembrar também, que todo e qualquer acontecimento, tem no mínimo duas versões e não devemos jamais, deixar passar a oportunidade de ficarmos calados quando não sabemos realmente nada sobre os factos ocorridos. Assim, além de sermos sensatos, evitamos a injustiça e a maledicência.






:: Solta-se o beijo ::
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segunda-feira, setembro 07, 2009 

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sábado, 8 de agosto de 2009

 

Raul Solnado (1929-2009)


Página Especial
Porquê a homenagem a Raul Solnado?

Porque é um humorista e um grande humorista, sem dúvida. Porque foi um verdadeiro pioneiro numa forma de humor que na época não tinha igual.

Porque nos rimos com um riso genuíno quando o ouvimos contar a sua “Ida à guerra” ou a “História da minha vida”. Porque não havia ninguém, fosse qual fosse o extracto etário ou social que não repetisse o inesquecível “Podi’óóóóó chamá-lo?”

Porque ainda hoje, tantos anos e tanto humor passados, continuamos a dizer que lá em casa eram ricos, “tinham sopa, gravatas e tudo”.

Porque nunca ninguém foi capaz de plantar num palco, sem qualquer cenário, uma frágil figura e ficar ali, calado e imóvel, naquele jeito de menino envergonhado, como um malmequer e, só por isso, arrancar intermináveis gargalhadas ao público.

Porque é um actor de mil rostos e infinito talento. Porque foi amado pelo público português e tem sabido manter esse amor. Mas talvez – e acima de tudo – porque foi o homem que nos ensinou a dizer “Façam o favor de ser felizes!


Clicar na imagem - Página Especial


- Tema escrito a 31 de Março de 2008 no Sons & Rascunhos -



Raul Solnado deixou-nos hoje aos 79 anos de idade

Mais uma vez não posso deixar de salientar a fraca e curta memória do povo português...
Ontem riamos com Raul Solnado... Hoje choramos a sua ausência

:: Malmequer :: Raul Solnado

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sábado, agosto 08, 2009 

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terça-feira, 2 de junho de 2009

 

Saudações


Diariamente, abraçamos os amigos mais íntimos, beijamos os nossos familiares e apertamos a mão às pessoas conhecidas. À partida, poderiam parecer gestos banais, rituais praticamente despidos de conteúdo, mas, por detrás disso, há todo um mundo por descobrir.
Repetimos, de forma automática e maquinal, as expressões transmitidas pelos nossos pais, que as aprenderam, por sua vez, dos respectivos progenitores. Mais do que isso, segundo Charles Darwin, podemos afirmar que algumas das saudações que fazemos todos os dias (como outras expressões não verbais) são consequência do nosso instinto animal.
Os chimpanzés abraçam-se, fazem vénias e apertam as mãos. Todavia, ao contrário dos outros primatas, a evolução social e cultural do Homem acabou por modificar alguns desses padrões ao longo dos séculos.



Esse desenvolvimento acabou por agrupá-los em duas categorias: de respeito, para sublinhar as diferenças de poder, e de solidariedade, para exprimir mensagens de amizade, entre iguais.
Os primeiros gestos de saudação foram utilizados na Pré-História pelos homens que tinham sido escravizados. O mais forte tinha o poder de pôr fim à vida de quem se submetera, de modo que este último deitava-se simbolicamente no chão, como se estivesse morto.
Em suma, seria a imitação do cadáver, uma postura que irá evoluir, mais tarde, como o escravo a "pôr-se de gatas" diante do seu amo e, posteriormente, de joelhos.
Quanto aos gestos físicos dedicados a pessoas do mesmo nível, o repertório histórico é extenso. Graças aos textos do grego Heródoto, "pai" da história e da etnografia, sabemos que os persas da mesma classe social se saudavam com um beijo na boca. Em contrapartida, no Antigo Egipto, os homes costumavam tocar no joelho, ou mesmo no chão, com as costas da mão direita. Esse hábito foi, mais tarde, retomado no mundo bizantino, depois no mundo cristão oriental e, finalmente, converteu-se num rito, que continua a ser utilizado pela igreja Ortodoxa.
Na Europa medieval, as pessoas de estatuto semelhante costumavam beijar-se na face e dar a mão, embora os homens também tirassem o chapéu e as mulheres simulassem uma vénia.
Seja como for, e como se verifica em muitos outros aspectos da existência, foram os gregos e os romanos que estabeleceram as bases deste idioma sem palavras, no mundo ocidental.
Ambas as civilizações praticavam quase as mesmas formas de saudação, das quais se destaca o hábito de apertar a mão.


Um outro tipo de saudação é o braço estendido, de sinistra memória.
O responsável pela sua instauração moderna foi Benito Mussolini, que proibiu, ao chegar ao poder, o aperto de mão (considerava-o "um gesto burguês"), a fim de ser substituído pela saudação romana, "mais higiénica, mais bela e mais prática". Foi de imediato importada pela Espanha de Franco e pela Alemanha de Hitler, acabando por também ser usada pela Mocidade Portuguesa. A saudação nazi tinha ainda uma capacidade de persuasão extraordinária, pois conseguia transmitir "a fé no poder messiânico do Fuhrer".



Não devemos esquecer nem subestimar o poder destes gestos.




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terça-feira, junho 02, 2009 

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quinta-feira, 28 de maio de 2009

 

Quem dá aos pobres...




De uns tempos para cá, muitos são os que associam as bençãos de Deus à vida de prosperidade financeira.

Afinal, são os pobres "amaldiçoados" ou "desabençoados"?

Ou são eles como ferrões a magoar a consciência dos abençoados de modo que, o incómodo que causam, leva os homens a despachá-los com rapidez e a pensar o quanto seria bom acabar de vez com eles, ou, mais, politicamente correcto, com a pobreza?
Se é como diz o ditado:" Quem dá aos pobres, a Deus empresta", ajudá-los é um investimento seguro. Ainda mais quando se sabe que haverá retorno, conforme a Bíblia diz:" Quem se compadece do pobre, ao Senhor empresta, e este paga o seu benefício" (Provérbios 19:17).

Mais inteligente é, portanto, deixar que os pobres continuem pobres a fim de assegurar a perenidade do investimento. Saiba-se, contudo, que retardar o socorro ao necessitado pode ser perigoso, porque está escrito:" O que tapa os ouvidos ao clamor do pobre também chamará e não será ouvido" (Provérbios 21:13).

Tremo só de pensar no destino que traçam para si mesmos aqueles que se escusam em ajudar sob o pretexto de não quererem contribuir para o aumento da pobreza.
Ninguém que pense desse jeito alguma vez se colocou no lugar do outro. Essa é uma das injustiças praticadas pelo Sistema que estigmatiza a pobreza imputando-lhe marginalidade. Eles deviam saber (ou sabem?) que injectar grandes somas de dinheiro em Mega Empresas que estão à beira da falência é uma forma de sustentar o Sistema, e assim contribuir para que os pobres continuem existindo e trabalhando para patrões que não suportariam empobrecer. Uma espécie de "simbiose", maneira ténue de denominar a exploração aos excluídos.

Se bem que, há aqueles que preferem pedir a trabalhar, ou que fazem da pobreza... profissão.



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quinta-feira, maio 28, 2009 

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sábado, 4 de abril de 2009

 

Superar uma perda





A experiência da perda faz parte da vida do ser humano.
A morte de uma pessoa querida, o fim de uma relação sentimental ou o afastamento do lugar onde vivemos durante muito tempo constituem exemplos típicos do que pode produzir essa sensação.

Cada um de nós sente a perda de forma e com intensidade diferentes, mas é sempre necessário passarmos por uma fase de luto.
Normalmente, a primeira reacção que se reproduz quando uma pessoa começa a aperceber-se de que a perda é irreversível, é a negação.
Nesta fase, costumamos estar em estado de choque, insensível e atordoados, nada nos parece real; as pessoas falam mas nós não respondemos. Esta negação é um mecanismo de protecção perante a ameaça de uma dor intolerável. É um escape natural e provisório que amortece o impacto imediato e ajuda-nos a assimilar melhor a terrível realidade.
Falamos do desaparecimento com incredulidade ("não me está a acontecer isto!") no presente e sem renunciar à esperança de que a pessoa falecida volte para nós.

Por vezes surgem em nós sentimentos de indignação, por mais que se saiba que são irracionais (Há quem chegue a zangar-se com o ser querido que morreu por que "nos abandonou").
A raiva mistura-se com a culpa: recriminamo-nos pelas coisas que não fizemos ou pelas palavras que não dissemos quando tivemos oportunidade para o fazer.

A combinação de ira e culpabilidade leva a sublinhar a injustiça: "Por que não morreu outro?"
No entanto há que começar a enfrentar a realidade e estabelecer um pacto com o mundo. Começamos a falar de outras coisas e a tentar esquecer a dor. Pouco a pouco a esperança abre caminho. Alturas boas alternam com quedas, que coincidem quase sempre com datas importantes.
Por vezes preferimos trabalhar sozinhos a nossa dor, mas precisamos sempre de afecto dos nossos amigos e familiares para podermos recuperar a motivação, procurar tarefas e interesses que dêem um novo sentido à vida.


:: * Balada de Outono * ::
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sábado, abril 04, 2009 

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sexta-feira, 13 de março de 2009

 

Viroses






Mas que vírus é este que mina a saúde mental e o futuro da Nação?

São vírus destruidores que se abrigam, essencialmente, nos entrefolhos de um Ministério. Mesmo quando não produzem leis, provocam directivas ou, no mais benigno dos casos, recomendações e doutrinas.

Podemos até citar alguns exemplos.

Certas actividades escolares, como as cópias e os ditados, são consideradas "pouco motivadoras e pouco inovadoras". Que sejam, apesar disso, o meio mais seguro para levar os jovens a terem uma caligrafia decente e legível e a saberem escrever sem erros, isso não tem importância.

As coisas têm de ser inovadoras... e divertidas.

Divertidas???

Será que um aluno tem de se empenhar em manter a turma alegre e risonha durante toda a aula? Porque não fazer um strip-tease parcial ou total, como forma de manter a atenção dos restantes alunos? Exagero? Lá chegaremos... um dia.

Por outro lado, convém não obrigar o pessoal a decorar coisas; não interessam os conteúdos, interessam sim as competências. Para muitos, a competência é independente do conhecimento dos conteúdos - o que explica muita coisa sobre os governantes que se têm sucedido nos últimos vinte anos e também sobre a actual senhora ministra da Educação e seus secretários de Estado.

Decorar não é divertido. Tudo bem. Mas também a memória é como uma ferramenta que enferruja se não lhe dermos uso e um indivíduo sem memória é pouco mais que um vegetal. Por isso as nossas escolas se assemelham cada vez mais a hortas.

E não nos podemos esquecer do TPC. O pessoal tem de brincar, grudado ao computador ou à playstation, ou, na falta, a fazer outras coisas; tem de conviver com os pais (que, por acaso, até ainda não chegaram a casa) e tem de ver TV, para ver se fica tão estúpido quanto a programação. E isto desde que sai da escola até que se deita é obra, não há tempo para o TPC que, aliás, nem é divertido.

E já agora falemos também da quantidade de material, o peso descomunal que os alunos hoje têm de levar para a escola. Nunca, em todo o meu tempo de escola primária e de liceu ( como se chamava então), eu tive de carregar um terço, sequer, de tudo aquilo. O que é certo é que eles sabem cada vez menos, em temas de Português, de História, de Ortografia e de cultura geral. Têm dificuldade em interpretar um texto e desenvolver cada vez menos o seu espírito.

Livros, que em tempos, foram escritos para a faixa etária dos onze, doze anos... hoje esses mesmos livros só são entendidos pelo pessoal dos quinze, dezasseis anos...

Talvez seja fruto das competências sem conteúdos. Do cuidado que se tem hoje em dia em evitar que os jovens treinem a memória.

Ou talvez não... e seja apenas fruto da minha imaginação!

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sexta-feira, março 13, 2009 

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sábado, 14 de fevereiro de 2009

 

Este é o 1º...

Este é o 1º dia dos Namorados, aqui em Portugal, para a Talitha e para o Neto.

No Brasil, este dia é comemorado a 12 de Junho...






E hoje o meu tema é dedicado a este casal muito simpático.



Uma lembrança para os dois com os votos de toda a felicidade do mundo.



Fotos (clicar)




E, especialmente para a Talitha, fica aqui uma página de alguém que tem sido tema de muitas conversas nossas.



Maria Rita



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sábado, fevereiro 14, 2009 

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quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009

 

O mistério da estátua

Em 1903, foi inaugurada em Lisboa (Chiado) um monumento a Eça, uma estátua de Teixeira Lopes mostrando o escritor debruçado sobre a representação feminina da Verdade, evocando assim o subtítulo de "A Relíquia": "Sobre a nudez forte da verdade - o manto diáfano da fantasia".



Recentemente, essa estátua, de pedra, recolheu a um museu e, no Chiado, foi substituída por uma cópia em bronze. Razão: a acção constante de vândalos que repetidamente se encarniçavam sobre a "Verdade", decepando-lhe a mão esquerda. "Ao que chegámos", exclamar-se-á. Porém, este vandalismo começou há muitos, muitos anos, em pleno período salazarista. Os dedos da mão esquerda da estátua apareciam partidos.
Mais tarde foi a mão que sumiu, com parte do antebraço... finalmente, decidiu-se resguardar a pedra e colocar lá um bronze.

Mas resta o enigma: porquê este velho ódio vandálico contra a Verdade???


A VERDADE E A PARÁBOLA

Um dia, a Verdade decidiu visitar os homens, sem roupas e sem adornos, tão nua como seu próprio nome.
E todos que a viam lhe viravam as costas de vergonha, de desdém ou de medo, e ninguém lhe dava as boas-vindas.

Assim, a Verdade percorria os confins da Terra, criticada, rejeitada e desprezada.

Uma tarde, muito desconsolada e triste, encontrou-se com a Parábola, que passeava alegremente, trajando belas roupas e muito elegante.
— Verdade, por que é que a amiga está tão abatida? — Perguntou a Parábola.
— Porque devo ser muito feia, má e antipática, já que os homens e as mulheres me evitam tanto! — Respondeu a amargurada Verdade.
— Que grande disparate! — Sorriu a Parábola. — Não é por isso que os homens evitam aproximar-se de si. Tome. Vista algumas das minhas roupas e vai ver o que acontece.
__ Então, a Verdade passou a usar algumas das lindas vestes da Parábola, e, de repente, por toda parte onde passava era bem-vinda, lembrada e festejada.

* Os seres humanos não gostam de encarar a Verdade sem adornos. Preferem-na disfarçada*
(Conto Judaico)




Ao fundo, sempre enquadrada pelos omnipresentes caixotes do lixo e entulhos variados, destaca-se a estátua original da Eça de Queirós que esteve num largo junto ao Chiado. Palavras para quê? O Eça já disse tudo sobre este tipo de gentalha que hoje trata a sua memória desta maneira.

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quarta-feira, fevereiro 04, 2009 

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quinta-feira, 29 de janeiro de 2009

 

Corrupção

" O abuso de poder público para benefício privado"





Trata-se de um comportamento que é, aparentemente, inerente ao ser humano: se pudermos enganar para deter alguma vantagem, enganamos.
Na própria Bíblia, surgem casos como o de Dalila, a mulher que revelou aos filisteus o segredo da força do marido, Sansão, em troca de dinheiro.
Num texto assírio de 2800 a.C., já se podia ler que " nos últimos tempos, a nossa terra começou a degenerar, os subornos e a corrupção são habituais, os filhos não obedecem aos pais e o fim do mundo aproxima-se inevitavelmente".
Em Roma, abundavam as práticas desonestas, sobretudo na época republicana. Citam-se os casos de Caio Verres, que governou a Sicília saqueando e roubando até acumular 400 milhões de sestércios, a de Júlio César, considerado o maior mafioso de sempre.
Embora estes abusos fossem punidos, por vezes, apenas se aplicavam sanções monetárias insignificantes. Em contrapartida, na Idade Média, os subornos a juízes chegavam a ser castigados com a pena de morte.

Estes comportamentos estão associados ao poder, pois são as pessoas que o detêm que é preciso corromper a fim de agirem a favor de interesses privados. Cada época possui um conceito diferente de corrupção: actualmente, surge associado aos grandes negócios e à política mas no início da Idade Moderna era relacionado com o Papado e o seu nepotismo.

Por cá, muitos têm consciência que Portugal está cada vez mais corrupto.

Segundo o Índice de Percepção de Corrupção, Portugal ocupa o 32º lugar do ranking a nível global e o 19º lugar a nível europeu.

A dinamarca, a Suécia e a Nova Zelândia são as três nações mais "limpas" enquanto a vizinha Espanha ocupa o 28º lugar.

O aumento da percepção do problema da corrupção em Portugal poderá estar relacionado com as investigações que envolveram figuras destacadas do futebol, para além de casos mediatizados que implicam o poder autárquico, como aconteceu com os presidentes das câmaras municipais de Felgueiras e de Oeiras.



Porém, o facto de as fraudes serem denunciadas nem sempre significa que a sua percepção social seja de rejeição.

Em Portugal, diversos autarcas acusados de crimes relacionados com abuso de poder, participação económica em negócio ou desvio de fundos, entre outros, foram reeleitos democraticamente em actos eleitorais, e preparam-se para se reapresentarem nas urnas, crentes de que os crimes de que os acusam não chegam para afastar os seus apoiantes.

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quinta-feira, janeiro 29, 2009 

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segunda-feira, 19 de janeiro de 2009

 

Livros... nem vê-los!


Quanto mais orientamos as leituras das crianças, jovens e adultos, mais nos arriscamos a vê-los fugirem a sete pés em outras direcções.

Ler é como namorar...
Alguém, porventura, se interessa pelo rapaz ou rapariga permanentemente louvado pelos pais?
Não é muito mais excitante, criativo e libertador, encontrar alguém de que se gosta por nossa conta e risco, seguindo o nosso próprio critério?

Gosto de quem gosto... não sei porque desse modo e com tanta entrega eu gosto...e sempre vou dizendo, se me permitem e para constar, que ninguém tem nada com isso, agradecendo, então, que se tranquem a sete chaves os palpites, as opiniões e conselhos.

Ao longo da minha vida debrucei-me sobre obras e escritores que na verdade não me transportaram a qualquer sétimo céu da emoção, embora me possam ter proporcionado momentos de algum prazer.

No entanto houve escritores que a minha memória guarda e o meu coração afaga.



Quem não se lembra d'A Morgadinha dos Canaviais?

Júlio Dinis é, a meu ver, um dos maiores injustiçados e esquecidos da literatura portuguesa.
Júlio Dinis é um romancista de extraordinária vivacidade, tem o dom de criar personagens absolutamente concretas e muitas vezes bastante convicentes. Domina com mestria aquela arte a que chamamos de "fazer render assunto" - garantia da qualidade de um narrador.
Um bom contador de histórias sabe pegar num pequeno incidente, uma cena singelíssima e tecer à volta dela uma série de volteios de tal modo interessantes que nós, leitores, ficamos presos como por magia.
Um bom romancista é, na sua essência mais profunda, nada mais nada menos do que um bom conversador; ele segura-nos a atenção, sem dúvida, no assunto de que se ocupa - a história que conta - mas ele nos segura a atenção sobretudo no jeito, no modo, de contar.

Júlio Dinis é um dos meus contadores de histórias preferidos.

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segunda-feira, janeiro 19, 2009 

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domingo, 28 de dezembro de 2008

 

Feliz Ano Novo 2009!!!










"Existe apenas uma idade para sermos felizes, apenas uma época da vida de cada pessoa em que é possível sonhar, fazer planos e ter energia suficiente para os realizar apesar de todas as dificuldades e todos os obstáculos.


Uma só idade para nos encantarmos com a vida para vivermos apaixonadamente e aproveitarmos tudo com toda a intensidade, sem medo nem culpa de sentir prazer.
Fase dourada em que podemos criar e recriar a vida à nossa própria imagem e semelhança, vestirmo-nos de todas as cores, experimentar todos os sabores e entregarmo-nos a todos os amores sem preconceitos nem pudor.


Tempo de entusiasmo e coragem em que toda a disposição de tentar algo de novo e de novo quantas vezes for preciso.


Essa idade tão fugaz na nossa vida chama-se presente e tem a duração do instante que passa..."



(Mario Quintana)



~ * ~ * ~ * ~ * ~ * ~ * ~ * ~ * ~ * ~ * ~ * ~ *




É preciso viver o sonho e a certeza de que tudo vai mudar.
É necessário abrir os olhos e perceber que as coisas boas estão dentro de nós, onde os desejos não precisam de razão, nem os sentimentos, de motivos.
O mais importante é viver e apreciar cada momento,
pois a vida está nos olhos de quem sabe ver...
Desejo que no ano que vem ...
Realizem todos os seus sonhos
Descubram a cada dia coisas novas para realizar esses sonhos...
Não tenham medo de viver o momento em que eles acontecerem
E, nesses momentos, descubram novos sonhos. Eles estão lá!

Feliz Ano Novo!






:: * Happy New Year * ABBA * ::

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domingo, dezembro 28, 2008 

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terça-feira, 23 de dezembro de 2008

 

Feliz Natal 2008!








:: * Walking In A Winter Wonderland* ::

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terça-feira, dezembro 23, 2008 

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segunda-feira, 8 de dezembro de 2008

 

N. Sra. da Conceição



Padroeira do Reino








D. João IV declarou, nas cortes celebradas no ano de 1646, que Nossa Senhora da Conceição seria padroeira do Reino.


Noutros tempos celebrava-se neste dia o "dia da mãe". Apesar de se ter instituído, como dia da mãe, o primeiro Domingo de Maio... para nós e para a nossa mãe, este continuará a ser sempre o dia da mãe.



É também tradição neste dia montar a árvore de Natal e enfeitar a casa.



:: * Patience * ::

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segunda-feira, dezembro 08, 2008 

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domingo, 16 de novembro de 2008

 

Desilusão





A desilusão é considerada um mal.

Que preconceito irreflectido.

Através do quê, senão através da desilusão, poderíamos descobrir o que esperámos e o que desejámos? E onde encontrar um momento de autoconhecimento, senão precisamente nessa descoberta? E se as coisas se processam assim, então como é que poderíamos adquirir clareza sobre nós próprios sem a desilusão?

Não devíamos suportar a desilusão com suspiros de desânimo, como algo sem o qual a nossa vida seria melhor.

Algumas pessoas sentem-se frequentemente desiludidas com o comportamento dos outros, mesmo daqueles que persistem junto deles. É sempre demasiado pouco aquilo que fazem e dizem, e também demasiado pouco aquilo que sentem.

O que esperam então as pessoas?

Elas não o sabem dizer e ficam sideradas com a expectativa que carregaram consigo anos a fio, expectativa essa que pode ser frustrada sem que elas a conheçam verdadeiramente.

E no fundo... não deveríamos procurar apenas as desilusões relacionadas com os outros ou com as circunstâncias exteriores. Quando descobrimos e assumimos a desilusão como um método para nos aproximarmos de nós próprios, tornamo-nos desejosos por experimentar até que ponto estamos desiludidos connosco próprios: desiludidos com a falta de coragem e de honestidade, por exemplo, ou com os limites terrivelmente estreitos impostos ao próprio sentir, agir e falar.

No entanto, como é que seria viver uma vida destituída de qualquer esperança verdadeiramente ousada e exigente, uma vida em que apenas haveria expectativas banais, como a espera da chegada do autocarro?




:: * Patience * ::

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domingo, novembro 16, 2008 

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quarta-feira, 5 de novembro de 2008

 

É feio apontar








:: * Tchaikovsky * :: * Allegro con fuoco

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quarta-feira, novembro 05, 2008 

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sábado, 18 de outubro de 2008

 

Richard Gere with...


Delta, o símbolo matemático da diferença...





O poder de ser diferente!!!



Olivier François, Administrador-Delegado da Lancia disse: “A minha personagem Delta ideal faz da própria vida um caminho. Mas não se deixa levar por esta estrada, antes a conduz e a inventa. A personagem Delta é glamour, mas também coragem. A personagem Delta é elegância e temperamento. Richard Gere não é só um grande actor, não é apenas um dos homens mais famosos do mundo. É um homem dono de algo que marca a diferença: a capacidade de unir o talento, a fama e a elegância a um grande temperamento.”

Uauuuuuu.....



:: * Pretty Woman * ::
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sábado, outubro 18, 2008 

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sexta-feira, 5 de setembro de 2008

 

Loucura...



Chamas-lhe loucura...

Mas eu chamo-lhe amor...


:: * You Call it Madness * :: * Diana Krall * ::
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sexta-feira, setembro 05, 2008 

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domingo, 24 de agosto de 2008

 

Férias...

De Lisboa vou fugir...vou p'ro Sol da Caparica






É isso mesmo pessoal... Aproveitamos os dias que a filhota mais velha vem cá passar e ala que se faz tarde...

A minha filha chega de Londres no Sábado. Passamos cá a primeira semana e no dia 1 de Agosto vamos a banhos para a casa na Costa da Caparica.

Vou rever a minha neta mais velha e conhecer finalmente os gémeos que já estão com oito meses. Vai ser uma casa cheia

Xiiiiiiii........ cozinhar para esta malta toda é dose

Ora façam lá as contas comigo... cá em casa somos três...mais a minha filha mais velha, o marido e três crianças...mais outra filha com o marido... mais outra filha com o marido e a filhota...

Esqueçam as contas...não quero nem pensar mais nisso...

O que eu quero mesmo é curtir bem estes dias...

Por isso amigos só estarei de volta a partir do dia 15 de Agosto

Até lá beijinhos para todos e boas férias para quem as vai ter também

Ah.... já me esquecia de uma coisa... Para aqueles que costumam beber café... quando vos servirem ... Delta... não se engasguem!!!


:: * Sol da Caparica * Despe E Siga* ::

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domingo, agosto 24, 2008 

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