sexta-feira, 18 de Dezembro de 2009

 

Feliz Natal 2009





                            




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Sexta-feira, Dezembro 18, 2009 

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quarta-feira, 18 de Novembro de 2009

 

Especialmente para ti...




Canções de Roberto Carlos (clicar)


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Quarta-feira, Novembro 18, 2009 

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quinta-feira, 12 de Novembro de 2009

 

Noel e Leon








Os meus netos, Leon e Noel, fazem hoje dois aninhos!!!

As saudades são muitas e se tudo correr bem, estaremos de novo juntos no próximo Verão.


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Quinta-feira, Novembro 12, 2009 

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segunda-feira, 2 de Novembro de 2009

 

Por um momento apenas...



"...Quero um pedacinho de tempo para poder descansar
esse peso do mundo que estou sentindo em meus ombros ...
Um tempo onde não me perguntem nada, nem me peçam nada,
apenas me permitam o direito de dar vazão ao pranto
que venho engolindo com o café-da-manhã de todos os dias ,
enquanto visto a máscara de
"olhem como sou valente e forte" ...

Quero ser a criança que pode chorar livremente
sob o beneplácito da manhã até que me ponham no colo,
restabelecendo assim, o equilíbrio que necessito para dormir em paz.

Quero ser criança novamente e me esconder no vão da escada
para que todos me procurem e se preocupem comigo,
(ainda que ao me encontrarem, me ponham de castigo pela traquinagem) .

Quero ser adolescente despertando para o primeiro amor ...
Quero ser a pessoa que teme o amanhã,
que se angustia com aquilo que não ousou...
e se amedronta com o que há ainda por realizar ...

Quero me aventurar na busca dos sonhos, sem ter que vê-los pintados com as cores do desânimo,
ou coloridos com as cores do impossível...
e quero poder brincar com meus sonhos como se fossem massinha de modelar ilusões ...
lambuzar neles meus dedos, até decidir quando precisam se desfazer ...

Quero ter companheirismo também nas horas em que tudo
parece ter se perdido, e encontrar apenas um ombro onde possa
repousar meu cansaço, um ombro que seja tão somente silencioso e impregnado de compreensão...

Quero deixar que me invada toda a dor do mundo neste instante,
porque ela é minha, é real e é unica,
e que como tal seja aceite e compreendida ...
mesmo que eu não a aceite e não saiba lidar com ela ...

E quero poder dizer isso desse jeito:
- ESTÁ DOENDO, SIM !...
sem assustar ninguém, causando uma revolução tão grande que
meu mundo pareça ainda mais desabitado .

Daqui a pouco tudo vai parecer
diferente e novo, eu sei.
Vou secar os olhos e vou à luta outra vez
e da dor hei-de ressurgir mais forte ...
Porque sou noventa e nove por cento formação de matéria
que dificilmente se desintegra .

Então, por favor por um momento apenas ...
neste meu pequeno momento mais que humano,
neste meu miserável um por cento de fragilidade,
me deixem ser igual a todo mundo .
e simplesmente chorar .. "





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Segunda-feira, Novembro 02, 2009 

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sexta-feira, 18 de Setembro de 2009

 

Momentos que já vivi



Encosto o meu rosto ao rosto da noite
E ouço a voz do silêncio que existe em mim.
Sinto as minhas mãos vazias...
Olho as estrelas e recordo momentos que já vivi...






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Sexta-feira, Setembro 18, 2009 

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segunda-feira, 7 de Setembro de 2009

 

Mexericos

Muitas vezes não acontece nada de interessante na vida das pessoas e o mexerico tem um efeito consolador como comer chocolate. A vantagem é que não engorda.

A preocupação com a vida alheia e a prática quotidiana do falar das alegrias e tristezas dos outros pode não ser apenas sinal de inveja ou maldade - poderá ser também uma excelente terapia. É relaxante, não engorda, rejuvenesce e melhora o humor. Concerteza que já repararam no ar de satisfação com que alguém fica depois de ter falado mal de uma outra pessoa. Por outro lado, libertam de culpa e de vergonha todos aqueles que gostam de conhecer detalhes sobre o dia-a-dia das pessoas e, se possível, utilizam ainda esses detalhes para fazerem enredos bastante interessantes. Como diz o ditado popular:"quem conta um conto acrescenta um ponto".

Vamos lá pessoal... libertar o nosso corpo dessas gorduras supérfulas.
Mexericar ajuda a manter a "linha" e o ego agradece.





Mas deixemos a brincadeira de lado e falemos um pouco mais a sério sobre este assunto.
É extremamente difícil assistirmos a uma roda de conversa (sobretudo e na sua grande maioria, entre mulheres) onde predomine o elogio. Elogiar não tem graça e a conversa não fica interessante. Porque será que as pessoas preferem falar mais dos defeitos do que das qualidades?
Quando nos sentimos bem em relação a nós próprios é muito raro falarmos sobre os defeitos alheios... Quanto mais insatisfeitos, maior a tendência para se falar mal. Uma pessoa quando fala mal de outra fica com a falsa sensação de que é melhor. Assiste-se a um momento temporário de superioridade. É uma necessidade dessa pessoa se elevar através do rebaixamento dos outros. As principais causas são a raiva, a inveja, o ciúme, a insegurança, o sentir-se incomodado com as qualidades da pessoa de quem se fala mal, o sentir-se ameaçado na sua vida profissional e afectiva...

Enfim...

O hábito de falar mal dos outros está presente em todas as áreas da sociedade e presente no nosso dia a dia. É infinitamente enorme o número de pessoas que gostam de falar mal e que normalmente temperam as suas “histórias” com pitadas de veneno. Sem pensar duas vezes, a moral dos outros é colocada em causa, pela maldade dessas pessoas de plantão, que se julgam juizes. Em 90% dos casos, as pessoas que falam mal das outras, são absolutamente infelizes, afinal, alguém que tem como sua maior preocupação a vida alheia, além de não ter o que fazer deve realmente ser muito infeliz.

Devemos nos lembrar também, que todo e qualquer acontecimento, tem no mínimo duas versões e não devemos jamais, deixar passar a oportunidade de ficarmos calados quando não sabemos realmente nada sobre os factos ocorridos. Assim, além de sermos sensatos, evitamos a injustiça e a maledicência.






:: Solta-se o beijo ::
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Segunda-feira, Setembro 07, 2009 

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terça-feira, 18 de Agosto de 2009

 

5.9


Eu queria ser apenas areia... e sentir o mar enrolar-se em mim,
vir sempre, sem medo... somente porque sim.
sentir apenas os seus beijos com sabor a sal
ele vem e vai...e volta...
saciando esta minha sede do seu corpo salgado...
Assim somente... sem pensar, sem sentir mais nada.
Somente a areia molhada, sem lágrimas, sem vazio.
Somente... assim...unidos completamente.
Somente... porque sim...


:: La Chanson Pour Anna :: Claude Ciari
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Terça-feira, Agosto 18, 2009 

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sábado, 8 de Agosto de 2009

 

Raul Solnado (1929-2009)


Página Especial
Porquê a homenagem a Raul Solnado?

Porque é um humorista e um grande humorista, sem dúvida. Porque foi um verdadeiro pioneiro numa forma de humor que na época não tinha igual.

Porque nos rimos com um riso genuíno quando o ouvimos contar a sua “Ida à guerra” ou a “História da minha vida”. Porque não havia ninguém, fosse qual fosse o extracto etário ou social que não repetisse o inesquecível “Podi’óóóóó chamá-lo?”

Porque ainda hoje, tantos anos e tanto humor passados, continuamos a dizer que lá em casa eram ricos, “tinham sopa, gravatas e tudo”.

Porque nunca ninguém foi capaz de plantar num palco, sem qualquer cenário, uma frágil figura e ficar ali, calado e imóvel, naquele jeito de menino envergonhado, como um malmequer e, só por isso, arrancar intermináveis gargalhadas ao público.

Porque é um actor de mil rostos e infinito talento. Porque foi amado pelo público português e tem sabido manter esse amor. Mas talvez – e acima de tudo – porque foi o homem que nos ensinou a dizer “Façam o favor de ser felizes!


Clicar na imagem - Página Especial


- Tema escrito a 31 de Março de 2008 no Sons & Rascunhos -



Raul Solnado deixou-nos hoje aos 79 anos de idade

Mais uma vez não posso deixar de salientar a fraca e curta memória do povo português...
Ontem riamos com Raul Solnado... Hoje choramos a sua ausência

:: Malmequer :: Raul Solnado

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Sábado, Agosto 08, 2009 

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sábado, 18 de Julho de 2009

 

5.8



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Sábado, Julho 18, 2009 

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terça-feira, 2 de Junho de 2009

 

Saudações


Diariamente, abraçamos os amigos mais íntimos, beijamos os nossos familiares e apertamos a mão às pessoas conhecidas. À partida, poderiam parecer gestos banais, rituais praticamente despidos de conteúdo, mas, por detrás disso, há todo um mundo por descobrir.
Repetimos, de forma automática e maquinal, as expressões transmitidas pelos nossos pais, que as aprenderam, por sua vez, dos respectivos progenitores. Mais do que isso, segundo Charles Darwin, podemos afirmar que algumas das saudações que fazemos todos os dias (como outras expressões não verbais) são consequência do nosso instinto animal.
Os chimpanzés abraçam-se, fazem vénias e apertam as mãos. Todavia, ao contrário dos outros primatas, a evolução social e cultural do Homem acabou por modificar alguns desses padrões ao longo dos séculos.



Esse desenvolvimento acabou por agrupá-los em duas categorias: de respeito, para sublinhar as diferenças de poder, e de solidariedade, para exprimir mensagens de amizade, entre iguais.
Os primeiros gestos de saudação foram utilizados na Pré-História pelos homens que tinham sido escravizados. O mais forte tinha o poder de pôr fim à vida de quem se submetera, de modo que este último deitava-se simbolicamente no chão, como se estivesse morto.
Em suma, seria a imitação do cadáver, uma postura que irá evoluir, mais tarde, como o escravo a "pôr-se de gatas" diante do seu amo e, posteriormente, de joelhos.
Quanto aos gestos físicos dedicados a pessoas do mesmo nível, o repertório histórico é extenso. Graças aos textos do grego Heródoto, "pai" da história e da etnografia, sabemos que os persas da mesma classe social se saudavam com um beijo na boca. Em contrapartida, no Antigo Egipto, os homes costumavam tocar no joelho, ou mesmo no chão, com as costas da mão direita. Esse hábito foi, mais tarde, retomado no mundo bizantino, depois no mundo cristão oriental e, finalmente, converteu-se num rito, que continua a ser utilizado pela igreja Ortodoxa.
Na Europa medieval, as pessoas de estatuto semelhante costumavam beijar-se na face e dar a mão, embora os homens também tirassem o chapéu e as mulheres simulassem uma vénia.
Seja como for, e como se verifica em muitos outros aspectos da existência, foram os gregos e os romanos que estabeleceram as bases deste idioma sem palavras, no mundo ocidental.
Ambas as civilizações praticavam quase as mesmas formas de saudação, das quais se destaca o hábito de apertar a mão.


Um outro tipo de saudação é o braço estendido, de sinistra memória.
O responsável pela sua instauração moderna foi Benito Mussolini, que proibiu, ao chegar ao poder, o aperto de mão (considerava-o "um gesto burguês"), a fim de ser substituído pela saudação romana, "mais higiénica, mais bela e mais prática". Foi de imediato importada pela Espanha de Franco e pela Alemanha de Hitler, acabando por também ser usada pela Mocidade Portuguesa. A saudação nazi tinha ainda uma capacidade de persuasão extraordinária, pois conseguia transmitir "a fé no poder messiânico do Fuhrer".



Não devemos esquecer nem subestimar o poder destes gestos.




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Terça-feira, Junho 02, 2009 

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quinta-feira, 28 de Maio de 2009

 

Quem dá aos pobres...




De uns tempos para cá, muitos são os que associam as bençãos de Deus à vida de prosperidade financeira.

Afinal, são os pobres "amaldiçoados" ou "desabençoados"?

Ou são eles como ferrões a magoar a consciência dos abençoados de modo que, o incómodo que causam, leva os homens a despachá-los com rapidez e a pensar o quanto seria bom acabar de vez com eles, ou, mais, politicamente correcto, com a pobreza?
Se é como diz o ditado:" Quem dá aos pobres, a Deus empresta", ajudá-los é um investimento seguro. Ainda mais quando se sabe que haverá retorno, conforme a Bíblia diz:" Quem se compadece do pobre, ao Senhor empresta, e este paga o seu benefício" (Provérbios 19:17).

Mais inteligente é, portanto, deixar que os pobres continuem pobres a fim de assegurar a perenidade do investimento. Saiba-se, contudo, que retardar o socorro ao necessitado pode ser perigoso, porque está escrito:" O que tapa os ouvidos ao clamor do pobre também chamará e não será ouvido" (Provérbios 21:13).

Tremo só de pensar no destino que traçam para si mesmos aqueles que se escusam em ajudar sob o pretexto de não quererem contribuir para o aumento da pobreza.
Ninguém que pense desse jeito alguma vez se colocou no lugar do outro. Essa é uma das injustiças praticadas pelo Sistema que estigmatiza a pobreza imputando-lhe marginalidade. Eles deviam saber (ou sabem?) que injectar grandes somas de dinheiro em Mega Empresas que estão à beira da falência é uma forma de sustentar o Sistema, e assim contribuir para que os pobres continuem existindo e trabalhando para patrões que não suportariam empobrecer. Uma espécie de "simbiose", maneira ténue de denominar a exploração aos excluídos.

Se bem que, há aqueles que preferem pedir a trabalhar, ou que fazem da pobreza... profissão.



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Quinta-feira, Maio 28, 2009 

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segunda-feira, 18 de Maio de 2009

 

Nunca é demais...


falar que te amo...



:: * A Conmme Amour * ::
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Segunda-feira, Maio 18, 2009 

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domingo, 10 de Maio de 2009

 

Um dia era pouco...




             Um dia entre um dos teus passei
             E por me sentir tão bem
             Soube nesse momento
             Que o tempo que tinha perdido...
             Encontrei
             E os teus olhos falaram...falaram
             Contaram histórias de onde estiveram
             Repetindo histórias daquilo que viram
             Daquilo que sentiram.
             E visões da tua vida passaram por mim...
             E eu entendi, entendi tudo
             Não foi preciso falar
             E eu ouvi, ouvi tudo
             E achei que um dia era pouco...
             Hoje ainda continuo a ouvir
             O que os teus olhos têm para me contar.







:: * Dream a little dream of me * :: * Diana Krall * ::

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Domingo, Maio 10, 2009 

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sábado, 4 de Abril de 2009

 

Superar uma perda





A experiência da perda faz parte da vida do ser humano.
A morte de uma pessoa querida, o fim de uma relação sentimental ou o afastamento do lugar onde vivemos durante muito tempo constituem exemplos típicos do que pode produzir essa sensação.

Cada um de nós sente a perda de forma e com intensidade diferentes, mas é sempre necessário passarmos por uma fase de luto.
Normalmente, a primeira reacção que se reproduz quando uma pessoa começa a aperceber-se de que a perda é irreversível, é a negação.
Nesta fase, costumamos estar em estado de choque, insensível e atordoados, nada nos parece real; as pessoas falam mas nós não respondemos. Esta negação é um mecanismo de protecção perante a ameaça de uma dor intolerável. É um escape natural e provisório que amortece o impacto imediato e ajuda-nos a assimilar melhor a terrível realidade.
Falamos do desaparecimento com incredulidade ("não me está a acontecer isto!") no presente e sem renunciar à esperança de que a pessoa falecida volte para nós.

Por vezes surgem em nós sentimentos de indignação, por mais que se saiba que são irracionais (Há quem chegue a zangar-se com o ser querido que morreu por que "nos abandonou").
A raiva mistura-se com a culpa: recriminamo-nos pelas coisas que não fizemos ou pelas palavras que não dissemos quando tivemos oportunidade para o fazer.

A combinação de ira e culpabilidade leva a sublinhar a injustiça: "Por que não morreu outro?"
No entanto há que começar a enfrentar a realidade e estabelecer um pacto com o mundo. Começamos a falar de outras coisas e a tentar esquecer a dor. Pouco a pouco a esperança abre caminho. Alturas boas alternam com quedas, que coincidem quase sempre com datas importantes.
Por vezes preferimos trabalhar sozinhos a nossa dor, mas precisamos sempre de afecto dos nossos amigos e familiares para podermos recuperar a motivação, procurar tarefas e interesses que dêem um novo sentido à vida.


:: * Balada de Outono * ::
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Sábado, Abril 04, 2009 

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sexta-feira, 13 de Março de 2009

 

Viroses






Mas que vírus é este que mina a saúde mental e o futuro da Nação?

São vírus destruidores que se abrigam, essencialmente, nos entrefolhos de um Ministério. Mesmo quando não produzem leis, provocam directivas ou, no mais benigno dos casos, recomendações e doutrinas.

Podemos até citar alguns exemplos.

Certas actividades escolares, como as cópias e os ditados, são consideradas "pouco motivadoras e pouco inovadoras". Que sejam, apesar disso, o meio mais seguro para levar os jovens a terem uma caligrafia decente e legível e a saberem escrever sem erros, isso não tem importância.

As coisas têm de ser inovadoras... e divertidas.

Divertidas???

Será que um aluno tem de se empenhar em manter a turma alegre e risonha durante toda a aula? Porque não fazer um strip-tease parcial ou total, como forma de manter a atenção dos restantes alunos? Exagero? Lá chegaremos... um dia.

Por outro lado, convém não obrigar o pessoal a decorar coisas; não interessam os conteúdos, interessam sim as competências. Para muitos, a competência é independente do conhecimento dos conteúdos - o que explica muita coisa sobre os governantes que se têm sucedido nos últimos vinte anos e também sobre a actual senhora ministra da Educação e seus secretários de Estado.

Decorar não é divertido. Tudo bem. Mas também a memória é como uma ferramenta que enferruja se não lhe dermos uso e um indivíduo sem memória é pouco mais que um vegetal. Por isso as nossas escolas se assemelham cada vez mais a hortas.

E não nos podemos esquecer do TPC. O pessoal tem de brincar, grudado ao computador ou à playstation, ou, na falta, a fazer outras coisas; tem de conviver com os pais (que, por acaso, até ainda não chegaram a casa) e tem de ver TV, para ver se fica tão estúpido quanto a programação. E isto desde que sai da escola até que se deita é obra, não há tempo para o TPC que, aliás, nem é divertido.

E já agora falemos também da quantidade de material, o peso descomunal que os alunos hoje têm de levar para a escola. Nunca, em todo o meu tempo de escola primária e de liceu ( como se chamava então), eu tive de carregar um terço, sequer, de tudo aquilo. O que é certo é que eles sabem cada vez menos, em temas de Português, de História, de Ortografia e de cultura geral. Têm dificuldade em interpretar um texto e desenvolver cada vez menos o seu espírito.

Livros, que em tempos, foram escritos para a faixa etária dos onze, doze anos... hoje esses mesmos livros só são entendidos pelo pessoal dos quinze, dezasseis anos...

Talvez seja fruto das competências sem conteúdos. Do cuidado que se tem hoje em dia em evitar que os jovens treinem a memória.

Ou talvez não... e seja apenas fruto da minha imaginação!

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Sexta-feira, Março 13, 2009 

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